sábado, 26 de abril de 2014

EDITORIAL

No ritmo da emoção

A música popular de hoje em dia está cada vez melhor. Exceto aqueles "grandes sucessos" que não passam de um mês em algumas rádios. Isso porque, a maioria das músicas lançadas são de má qualidade, sem conteúdo e péssima harmonia. Música deve ter harmonia, melodia e ritmo. Sendo de fácil execução ou não.

Toda música popular vai virar da elite. Isso pode demorar 10 ou 100 anos, pois as músicas ficam a cada dia mais diferentes umas das outras. O que eu quero dizer é que se "ontem" o Rock and Roll foi considerado ''praga da juventude'', hoje é considerado um estilo simples e gostoso de ouvir. Mas não devemos pensar que o popular quer o mais simples, pelo contrário nós queremos o que tem de melhor no mundo da música.

O propósito aqui não é científico nem racional, mas sim emotivo. Quantas vezes já nos pegamos cantando ou ouvindo uma música, lembrando de situações passadas, de pessoas, lugares? É só fechar os olhos neste instante, pensar em sua canção favorita e deixar a mente vagar. Verá que não tem erro.

O que fascina é a incrível capacidade que ela tem de instigar nossos mais puros sentimentos, fazendo aflorar várias sensações diferentes no ser humano sem que, muitas vezes, nós nem tenhamos a percepção disso. A música tem um poder incrível, consegue fazer com que nos sentirmos racionais e irracionais ao mesmo tempo. É paradoxal, perturbadora, irritantemente doce e suavemente pesada. Harmonia, melodia e ritmo. Combinação tão matemática, tão perfeita. Já imaginou um filme sem trilha sonora? E o mundo sem som?

Penso que cada vez mais, nos tempos modernos e corridos que vivemos, precisamos nos dar um tempinho de vez em quando, para fugir da rotina e do estresse que nos assola. A música pode ser uma verdadeira aliada nesse processo, pois nos renova, nos faz pensar, nos deixa leve, purifica a alma.

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